Entre a Fama e o Autoconhecimento: Erika Schneider Defende a Terapia Como Aliada em Reality Shows

O universo dos reality shows é conhecido por sua intensidade. Confinamento, disputas acirradas, julgamentos do público e a pressão por visibilidade transformam cada edição em um verdadeiro laboratório emocional. Nesse contexto, a ex-participante de “A Fazenda” Erika Schneider trouxe uma reflexão que vai além do entretenimento: a importância da terapia como ferramenta de preparação e recuperação para quem encara esse tipo de experiência.

Erika, que viveu de perto os desafios da exposição em um dos realities mais assistidos do país, destacou que a terapia é essencial antes e depois da participação. Para ela, não se trata apenas de lidar com a fama repentina ou com as críticas, mas de manter a saúde emocional diante de uma rotina que pode ser desgastante. O confinamento, a privação da vida cotidiana e a convivência forçada com pessoas de personalidades distintas são fatores que testam os limites psicológicos de qualquer participante.

A ex-peoa ressalta que a preparação psicológica deve ser vista como parte do processo, assim como treinos físicos ou orientações sobre imagem e comportamento diante das câmeras. A terapia, em sua visão, pode ajudar os participantes a desenvolverem maior autoconhecimento, resiliência e inteligência emocional, habilidades indispensáveis em um ambiente em que cada gesto é amplificado e interpretado de diferentes formas pelo público.

Outro ponto levantado por Erika é o impacto que a experiência pode gerar após o fim do programa. Ao deixar a casa, os participantes se deparam com a realidade das redes sociais, onde críticas, julgamentos e até ataques pessoais podem atingir níveis extremos. A transição de “anônimo” para “figura pública” acontece de forma repentina, e muitos não estão preparados para lidar com essa avalanche de opiniões. É nesse momento, segundo ela, que a terapia se torna um amparo fundamental para manter a autoestima e a clareza emocional.

O posicionamento de Erika Schneider traz à tona uma discussão relevante sobre os bastidores da indústria de reality shows. Se, por um lado, o formato gera entretenimento e oportunidades de projeção profissional, por outro, exige um preço psicológico que nem todos conseguem pagar. Casos de desistência, crises emocionais e até problemas de saúde mental já se tornaram frequentes em edições de diferentes programas, o que reforça a necessidade de um olhar mais cuidadoso para os participantes.

Mais do que um conselho pessoal, a fala de Erika contribui para um debate sobre responsabilidade. O entretenimento, para ser saudável, também precisa considerar o bem-estar de quem se coloca diante das câmeras. Nesse sentido, a terapia aparece não apenas como um suporte individual, mas como um recurso capaz de humanizar uma engrenagem midiática que, muitas vezes, é movida pela lógica da exposição sem limites.

A mensagem que Erika Schneider deixa vai além da fama ou da lembrança de sua participação. É um convite para que futuros participantes compreendam que se preparar emocionalmente é tão importante quanto disputar prêmios ou conquistar popularidade. Afinal, mais do que sobreviver ao confinamento, é preciso estar pronto para lidar com as consequências que continuam muito depois que as portas da casa se fecham.